A política do medo

Semana passada, enquanto zapeava minhas redes sociais, vi um vídeo que achei bem perturbador. Esse vídeo virou pauta em vários canais de comunicação, e causou grande discussão. No vídeo, um comerciante egípcio chamado Mohamed Ali foi escrachado por um cidadão na Zona Sul do Rio de Janeiro. Enquanto os gritos de ordem e palavras de ódio eram desferidas pelo agressor, que estava armado com pedaços de madeira, Mohamed ficou sem reação. E isso nos liga um alerta, não só para o que está acontecendo com o Brasil, mas no mundo todo.

Quando pensaríamos que após tudo o que já aconteceu na história do mundo, em 2017 haveria uma passeata em APOIO à supremacia branca? Com bandeira da Confederação, da Suástica Nazista, ao maior estilo Ku Klux Klan, com tochas e reverências a Adolf Hitler? É chocante dizer, mas isso de fato aconteceu.

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Vivemos um momento de tal insegurança que vemos pessoas usando como base para gerar ódio qualquer diferença tenham. Seja na cor da pele, na origem, na sexualidade, ou apenas ideologia. Tudo virou motivo para se odiar.

A incitação ao medo está presente no dia a dia de qualquer pessoa que tenha uma televisão em casa. É conhecido que muitos jornais de fim de tarde têm como atração principal, tragédias. Grande parte dos jornais usa o sensacionalismo, o que contribui muito para manter esse medo instaurado dentro das casas.

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“Esperança. É a única coisa mais forte que o medo”

É um prato cheio para os conservadores e falsos moralistas. Prefeitos, governadores, deputados e até presidentes fazem suas campanhas baseados no medo da população. Porque, afinal de contas, quem quer correr o risco de ver sua cidade como palco para uma chacina ou um ataque terrorista? É fato que estamos em estado de alerta nos últimos tempos, mas isso não é justificativa para julgarmos alguém por sua cor de pele ou origem estrangeira. Xenofobia, racismo, todas essas coisas só nos mostram o quão retrógrada é nossa sociedade que muitos dizem ser civilizada.

Não é apenas demagogia, é assustador ver que na nossa atual realidade, exista ainda quem apoie um mal que tanto assolou a humanidade. Somos todos seres humanos, vivemos no mesmo planeta, independente de qualquer diferença. Ninguém nasce odiando, pelo contrário, somos ensinados ao longo da vida a odiar ou amar. Se somos ensinados a odiar, não podemos aprender a amar?

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“Apenas o amor nos salvará.”

 

(A Los Tres Caballeros é contra qualquer tipo de discriminação, preconceito ou racismo. Deixamos aqui nosso repúdio contra as manifestações dos grupos neonazistas e supremacistas brancos em Charlottesville. Nenhum de nós é tão forte quanto todos nós juntos.)

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