Star Wars – Os últimos Jedi

E, finalmente, depois de muita espera, nossos corações nerds podem respirar um pouco com a estreia do episódio VIII de Star Wars: Os últimos Jedi. Como não poderia deixar de ser, nós da Los Tres Caballeros estávamos lá, cobrindo a estreia e doidos pra falar sobre o filme.

A grande pergunta é: com toda a grandiosidade que envolve o universo de Star Wars, o novo longa vale a pena?

Sim. Sem qualquer sombra de dúvida, o longa faz jus à tradição encabeçada por Uma nova esperança, com qualidade surpreendente, comparável aos filmes da trilogia original.

the-last-jedi-theatrical-blogDepois dos acontecimentos do episódio anterior, O despertar da força, a Primeira Ordem está bastante segura do lugar que ocupa e do poder que tem, mesmo após a destruição da Starkiller. Como já era perceptível no filme de 2015, a Resistência está reduzida, mas isso jamais a impediria de combater essa nova versão do Império. Impossível não associar a desproporção existente entre as frotas aos 300 de Esparta, cujo exército luta mesmo sabendo que haverá sacrifícios e mortes.

O trio surgido no episódio VII, formado por Rey, Finn e Poe, age na maior parte de acordo com sua função, como se cada um precisasse cumprir a sua jornada para entender sua função dentro daquilo tudo e descobrir seu lado heroico. Novos personagens são acrescentados de maneira inteligente para compor esse mosaico espacial que deverá ganhar mais unidade no episódio IX, em 2019.

A organização da película, que varia entre as batalhas espaciais e o treinamento de Rey com Luke Skywalker, foi muito bem feita, fazendo com que não haja quebra de ritmo mesmo com a longa duração do filme.

Há reviravoltas na medida certa, com as quebras de expectativa necessárias para envolver o espectador da maneira que os fãs de Star Wars merecemos.

Os diálogos entre Rey e Luke são fundamentais para entendermos alguns pontos deixados pelo filme anterior, no que se refere à função da garota nesse novo momento da guerra e aos motivos pelos quais o já experiente Skywalker decidiu se isolar nos confins do universo após a entrega de seu discípulo Ben Solo ao lado negro da força.

Quanto a este último, é necessário falar um pouco mais. Lembrem-se de que estamos falando de uma saga que simplesmente nos deu o maior vilão da cultura pop: Darth Vader. Os fãs esperavam, à época do episódio VII, que surgisse um novo vilão à altura do que a primeira trilogia produziu. O detalhe é que isso é praticamente impossível, tamanha a importância de Vader. Talvez por isso, uma das maiores críticas à essa última trilogia tenha sido a Kylo Ren. E aquilo que enfraqueceu a formação do personagem como vilão em O despertar da força pode ser seu grande trunfo em Os últimos Jedi.

Como foi mostrado na trilogia prequel, as emoções de Anakin Skywalker o levaram ao lado negro da força. “O medo é o caminho para o lado negro. O medo leva à raiva, a raiva leva ao ódio, o ódio leva ao sofrimento”. Essa frase, dita pelo mestre Yoda, está na gênese de Darth Vader, que posteriormente se torna um vilão frio, que se mostra racional na maior parte do tempo, deixando suas emoções aflorarem novamente apenas no final de O retorno de Jedi.

SWProvavelmente por ter a consciência de que não haveria como criar um novo Darth Vader, decidiu-se criar um vilão que por vezes se deixar levar por emoções – o que gera, inclusive, uma das melhores cenas do novo longa. O que não quer dizer que Kylo Ren mantenha  comportamento adolescente de suas primeira aparições. Preste muita atenção na cena entre ele, Rey e o Líder Supremo Snoke e você vai ver do que eu estou falando, nesse encontro absurdamente necessário para que ambos os protagonistas cumpram a sua jornada: eles crescem como deve ser, emoldurados por uma das fotografias mais lindas de toda a saga.

Além de tudo isso, a crítica política presente na trilogia dos anos 90 se alia, em determinado momento, a uma temática de cunho mais social, sem nunca deixar de lado os aspectos filosóficos presentes na primeira trilogia. Já se falou tanto em buscar o equilíbrio da força, e este me parece o filme mais equilibrado e bem organizado, mesmo aceitando alguns riscos necessários, mas corajosos.

Então, corre lá pra assistir. Pra mim, só perde pra O império contra ataca. E olha que isso é sério.

 

2 comentários em “Star Wars – Os últimos Jedi

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