Jogador Nº 1 – Cultura gamer no cinema

Lembro como se fosse ontem quando vi o trailer de Jogador N° 1: estava em um chat online com alguns amigos meus, enquanto estávamos no intervalo de uma partida de Overwatch. Todos nós saímos de nossas cadeiras. Um filme dirigido por ninguém mais ninguém menos que Steven Spielberg, cujo protagonista é um garoto comum que, assim como eu, é apaixonado por jogos. Fazendo algumas pesquisas sobre o filme, descobri que era baseado em um livro, que logo comprei e devorei. A história é altamente viciante e me prendeu desde o primeiro momento. Nem preciso falar que estava muito ansioso para assistir ao filme.

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O filme se passa em 2045, em um cenário (à primeira vista) um tanto quanto caótico, pilhas e mais pilhas de trailers onde as pessoas mais pobres da sociedade sobrevivem, em um ambiente às margens da cidade grande. Mas logo esse ambiente é substituído pelo OASIS, que é onde 90% do filme se passa. O OASIS é um jogo em realidade virtual que “dominou o mundo”: todos o jogam e muitos até trabalham dentro dele.

Como leitor do livro, e vendo que este filme é uma adaptação, confesso que esperava mais de Spielberg. Não me entenda mal, gostei muito do filme, porém acho que ele falhou como uma adaptação. Até entendo que a história não seja representada exatamente do jeito que é no livro, seria impossível encaixar tudo em 140 minutos de filme, porém tratando-se de uma adaptação, há coisas que deveriam ser fieis a obra original, como as características dos personagens e suas funções na trama.

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Agora, vamos esquecer um pouco que esse filme é uma adaptação. Eu amei a experiência de assistir a Jogador N° 1. Claro que nem todos irão ter essa mesma sensação ao assistir ao filme, mas para todos que são apaixonados por jogos, assim como eu, o filme entrega um monte de referências (sério, um monte mesmo) à cultura pop e gamer dos anos 80, 90 e 2000. Eu mesmo ficava emocionado toda vez que via a Tracer (Overwatch) passar pela tela.

Mas a trama do filme poderia ter sido mais bem explorada, já que um filme não se faz apenas de referências. Não há muito tempo para você se familiarizar com os personagens, que são meio que “jogados” para nós no começo do filme, e no desenrolar da história, acabam ficando rasos. Apesar disso, várias mecânicas de jogos e “easter eggs” (que era de se esperar, visto que é o tema central do filme) são importantíssimas para que a história se desenvolva, enchendo os gamers de emoção ao se sentirem representados na tela.

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Então, se eu tivesse que te dizer pra assistir ou não o filme, eu o recomendaria? Com certeza! Por mais que o filme tenha suas falhas, a experiência de assisti-lo é muito divertida, principalmente se você for um gamer (aí a diversão duplica). Não é um filme que vai mudar a sua vida, mas com certeza vai trazer à tona aquele sentimento gostoso de nostalgia dentro de você.

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