Tranquility Base Hotel & Casino – a nova faceta do Arctic Monkeys

Depois de quase 5 anos de espera, finalmente a banda britânica Arctic Monkeys lançou um novo disco – Tranquility Base Hotel & Casino. Ao contrário do que muitos esperavam ouvir das músicas novas, talvez uma espécie de continuação do que foi o AM em 2013, o álbum trouxe uma nova perspectiva do que a banda pode oferecer.

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A recepção pelos fãs tem sido bem negativa, e algumas críticas chegaram até a dizer que todo o disco não se passa de um trabalho solo do vocalista Alex Turner com a participação dos outros integrantes da banda. Confesso que, ao ouvir a primeira música, minha recepção também não foi tão amistosa. O efeito de delay utilizado na voz de Turner em “Star Treatment” é irritante, e causa a uma sensação de tontura. Mas a partir daí, o disco só tende a melhorar.

Mesmo com a esperança de ouvirmos algo mais agitado como “Snap Out of It”, ou “R U Mine?”, o tom apresentado nas primeiras músicas, deixa bem claro que o lounge e as influências do jazz predominam. A faixa-título e “American Sports” marcam a melancolia das letras e da forma como Alex interpreta todo o disco.

O primeiro single – “Four out of five” – pode não ter sido a melhor escolha para uma primeira música de trabalho, mas com certeza é a metade de disco ideal, contrastando com o restante dele. Os arranjos das guitarras abafadas com os teclados fazendo a melodia nos mostram uma nova faceta dos Macacos que outrora conhecíamos.

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“Science Fiction”, apesar dos teclados graves casando com a presença essencial do contrabaixo, traz um pouco dos conhecidos riffs que os britânicos utilizaram na maior parte da sua carreira. “She Looks Like Fun” é a junção perfeita entre a agressividade e a calmaria. Com um refrão simples e a presença de guitarras combinadas a uma bateria forte, os versos são como uma antítese, compostos por arranjos simples e calmos.

Como fã, não consigo entender de fato o porquê dessa recepção negativa que o disco teve. É compreensível que depois de tantos anos seguindo uma linha de composições, a banda queira mudar. Diversas bandas já fizeram isso, como, por exemplo, o Linkin Park, que no começo de sua carreira era considerada uma das revelações do Nu Metal, mas a partir do terceiro disco, começou a trazer uma influência mais pop e menos agressiva em suas músicas. A banda sofreu duras críticas durante a transição sonora, mas como disse Mike Shinoda: “Se fizermos um monte de músicas que são muito semelhantes, isso nos deixará loucos”. Nem sempre essas mudanças funcionam, sejam extremas ou um pouco mais sutis. Seja lá como for, sempre tem uma galera chata pra ficar reclamando.

O que nos resta é curtir o disco, que, mesmo não sendo o maior dos trabalhos do Arctic Monkeys, ainda vale a pena ouvir pra dar uma relaxada, e viajar nas melodias.

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