Deadpool 2 – mais um besteirol americano

Deadpool 2 estreou na última quinta-feira e, mesmo com um marketing muito bem feito, a sensação da pouca importância dada ao filme é clara. Talvez o filme do anti-herói, que ficou bem popular em 2016, tenha sido ofuscado pelo lançamento de Vingadores: Guerra Infinita no começo do mês. O fato é que Deadpool 2 está longe de ser um filme do gênero de super-heróis. Podem discordar, tudo bem, mas é inegável que o consideremos como uma comédia.

Não que isso seja exatamente um demérito, pois passamos 50% do filme dando risada. As piadas e referências que nos bombardeiam o tempo todo são muito bem feitas, mas é um pouco de mais do mesmo que já vimos no primeiro longa. O anti-herói faz piada com tudo e todos, sem pudor algum, até mesmo sem distinção de editora.

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O filme remete muito aos conhecidos “besteiróis americanos”, como por exemplo, Todo Mundo em Pânico, mas com sequências de ação e violência gratuita – essa sim,  perceptivelmente amplificada de um filme para outro. Não que isso salve qualquer filme que seja, mas para quem conhece o perfil de Deadpool, sabe que a violência é característica do personagem.

E é só. Não há nenhum roteiro fantástico, o CGI usando de forma exagerada em algumas cenas chega a ficar grotesco, a não ser no braço de aço de Cable, que ficou muito bem feito. Mas não há realmente nada além disso. É só mais um filme de comédia.

Deadpool se passa em algum ponto do mesmo universo em que estão os X-Men, e quem acompanha os filmes de super-herói sabe que a linha temporal do universo dos X-Men é a mais confusa de todas. Assim, ficamos sem saber direito em que realidade se passam os acontecimentos no filme. E, como se não fosse o suficiente, as viagens temporais de Cable só embolam a linha temporal ainda mais.

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Quanto a Josh Brolin, que tem sido considerado um destaque após sua interpretação como Thanos, agora como Cable permaneceu com uma atuação impecável, ainda que as primeiras falas do personagem demorem a ser ditas e a motivação fique difusa em um primeiro momento, o que logo fica claro. Como era de se esperar, as piadas que envolvem Brolin feitas por Deadpool não envolvem somente o personagem em questão.

Restam então, como atrativos para os que se interessam em ver o filme, alguns recursos como a quebra da 4ª parede, que já não é mais novidade, as referências e os easter eggs, que são mostrados em grande número, e a curiosidade para verem o filme, mas fica a ressalva de que realmente o longa deixa a desejar.

Por fim, mesmo sendo extremamente divertido e sendo bem recebido principalmente no Brasil, não tem tanto potencial para ser apontado como destaque. O ingresso vale as gargalhadas causadas por Ryan Reynolds na irreverente faceta de Deadpool.

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